Eu não entendo por que tem tanta gente indignada fazendo campanha pró diploma de jornalismo. E explico. O que esperar da opinião do presidente do STF? Não confiar na coerência de Gilmar Mendes me parece muito mais sério do que não precisar mais de diploma. Ser jornalista formado e diplomado num País onde as leis são um fiasco, vale uma reflexão. Se quem executa as leis é tido sob suspeita, então como cobrar ética no jornalismo?
Se sair da linha, quem vai te julgar? Direciono a indignação à falta de caráter dos nossos juízes, estudados, diplomados e remunerados com o nosso dinheiro. Ao invés de lutar para a volta do diploma, deveríamos lutar pela informação precisa sobre como atuam os nossos magistrados. Se temos pouca informação, é sinal que o diploma, válido até pouco tempo, não garante a qualidade.
Pode ser uma posição radical. Mas vale uma análise. Quais recursos um jornalista deve ter para escrever um bom texto? As mesmas que qualquer pessoa. É necessário ter um ponto de vista, buscar informações e transformar tudo isso em um texto. Isso é ter liberdade de expressão. Expressão essa, baseada em tese, argumentos e conclusão. Se ele não usar desses recursos, naturamente seu texto não surtirá efeito. Não terá utilidade pública, então, não será jornalismo.
Existe uma seleção orgânica nessa na profissão, e resta a ela (a faculdade) ser útil para descobrir que você não serve pra coisa. Como uma terapia, só que um pouquinho mais cara. O diploma universitário pode ser um filtro, mas não o único requisito para fazer um jornalismo decente. O que precisamos mesmo é de uma boa dose de ética nas pessoas que estão por trás de qualquer profissão.
Eu nunca fui à Cuba. Mas era um dos planos do primeiro ano de faculdade. Aquele que se faz com a amiga e que você jura que não vai falhar. Mas falha. Não fomos à Cuba, mas adoro ouvir relatos de quem esteve por lá. Pelo motivo que for. De férias, a trabalho ou para um contrabandozinho. Eu sempre gostei de saber dos detalhes daquele lugar, algo a mais do que Fidel e socialismo.
Eis que cai em minhas mãos um livro de Pedro Juan Gutiérrez, presente de um amigo, Trilogia Suja de Havana (Alfaguara, 2008) e que hoje posso confessar uma certa paranóia com ele. Racionalizei as páginas e só lia dez por dia. Por conta daquela sensação ruim de que ele vai acabar.
O autor, Pedro Juan, é um jornalista nascido em Cuba em 1950 e que consegue mostrar Havana da maneira mais crua que se possa imaginar. Exatamente com a mesma verdade e com o mesmo impacto do relato de uma amiga, que saiu do Brasil para comprar charutos. Ela, assim como ele, moraram em casas comuns, no centro de Havana e conviveram com toda a realidade que a classe média jamais conseguirá compreender “pois não se pode saber de nada sem enfiar o pé na lama”.
São 348 páginas de vida comum, contada de maneira até agressiva de tanta realidade. Suas experiências na cadeia, o comércio de qualquer coisa que movimenta a cidade – e que faz com que as pessoas não morram de fome – a relação com o sexo, tão intenso quanto sua aversão por mulheres perfumadas. Pedro é tão direto que a todo momento você pode sentir o cheiro dos cortiços, o suor do sexo enaltecido por ele e da criação de porcos e galinhas no quintal.
Trilogia Suja de Havana é um relato de vida corajoso, de quem se acostumou a viver no lixo, e que não consegue mais se abalar com isso. É um relato de quem nunca desistiu de lutar por uns dólares, de ir para “os states” ganhar a vida, ou simplesmente de correr atrás de um gole de rum.
Minhas tão esperadas férias chegaram... chegaram ao fim. Mas não poderia ter me sentido melhor em sair de órbita. Até os sonhos foram diferentes. Foram suaves, intensos e bons. Muito bons.
Mas, o melhor das férias é voltar. Rever os amigos, ver a família, mexer nas suas coisas, navegar na internet e ler tudo aquilo que deixou pra trás. Que delícia ler a coluna de um amigo da faculdade. Devorar o blog do chefe, dos quadrinistas preferidos e claro, ler o noticiário e ver que nada mudou. Políticos no mesmo lugar e com os mesmos escândalos programados, apenas porque um ficou de mal do outro e a casa caiu. Até essa sensação de estagnação dá conforto. O conforto do lar. Da volta ao lar.
Os famosos 140 caracteres do twitter também não trouxeram nada de novo. A morte do Michael ofuscou qualquer outra notícia mais - ou menos - impactante. A ciclo das férias só se fecha quando elas acabam. Quando percebemos e conseguimos dar valor às pequenas coisas diárias, que com a rotina acabam nos levando ao cansaço, ao stress e ao desânimo. Cheia de gás? Ainda não sei. Morrendo de saudades de tudo? Sim. Da vida normal, do dia-após-dia que me mata. Do trânsito caótico que me faz pensar e tomar muitas decisões. Do boteco corrido com os amigos para uma cerveja, das conversas jogadas fora no msn, dos e-mails inesperados e pelo sono até mais tarde de sábado de manhã. Retomada dos planos escondidos por trás da ausência, mas que querem voltar ao pensamento. Cheia de gás? Ainda não sei. Mas louca de vontade de recomeçar.
Nesses últimos dias, o excelentíssimo governador José Serra, esteve num jornal global para dar explicações sobre alguns de seus funcionários que deverão ser punidos. Motivo: deixaram passar um livro - de conteúdo duvidoso - para escolas da rede estadual de ensino. Não acho que seja justo punir seus funcionários. Eu não tenho dúvidas que "Dez na Área" não fará mal a ninguém.
Se a venda média de livros/ano no Brasil está em 0,4 exemplares, é compreensível que os funcionários do governo não o tenham lido. É provável que a maioria dos professores não tenham lido e por fim, que os alunos também não tenham lido. Ufa. Tomara que os cartunistas responsáveis "pelo conteúdo de gosto duvidoso" aprendam com nosso governador o que é bom para crianças, viu safadinhos. Desde o livro didático até a merenda da cantina é o grande Serra e o governo de SP trabalhando por você.
Assista o vídeo e depois assinale a alternativa correta:
Qual foi a maior piada?
a) O conteúdo do livro b) O discurso de Carla Vilhena c) A cara do Cesar Tralli d) O penteado do Serra
Uma pausa no trabalho - Depois de esquentar o saboroso macarrão de segunda, ligo a televisão para descontrair. Então começa o programa Vídeo Show, com sua péssima nova versão, com cenário diferente, quatro apresentadores, e ao vivo. O cenário não é tão ruim. Ser ao vivo também dá pra engolir. Agora quatro apresentadores é baixar o nível. É possível comparar o programa global a um desses que passa à tardeem quase todos os canais e que também fala de celebridades.
Ser ao vivo tem um problema. Nenhuma das matérias são bem feitas e isso é fato. No programa de hoje, uma atriz-repórter, que não me recordo o nome, entrevistou a Marjori Estiano, e perguntou três vezes se ela sentia saudade do tempo da Malhação. Claro que de maneiras diferentes:
1 - Marjori, você sente saudade do tempo da Malhação?
2 - Você sente saudade da Vagabanda? (que era a banda que a personagem tocava na Malhação)
3 - Sente saudade do pessoal?
E Marjori respondeu as três vezes. Isso que dá colocar uma atriz como repórter. Não sabe fugir das perguntas pautadas. Outro ponto. Apenas esse mês, o assunto jargões de "Caminho das Índias" foi matéra quatro vezes. Uma vez por semana eles falam sobre "Tchi, Baguanquelie, Are baba" (na íntegra como se fala). Então me pergunto. O que acontece com a Globo? De quem foi a ideia brilhante de mudar o perfil do programa?
O nível está igual aos programas da tarde, como já citei. O cérebro do diretor congelou, como falam os indianos...
Já fez o bolão? Quem será que ganha a disputa eleitoral pela presidência? Os dois possíveis fortes candidatos, José Serra e Dilma Rousseff não gostam de falar sobre o assunto. Aliás, às vezes, é melhor poupar a gente. O fato é que o senso de protecionismo e puritanismo do brasileiro pode levar a nossa mais recente "emplasticada" à presidência da República. Bom para o Brasil? Não sei. Conveniente? Super.
Me acho até meio má pensando dessa forma, mas o fato é que depois da dona da Daslu ser condenada há quase 100 anos de cadeia e baixar na população o sentimento de pena me assusta. O pesar pela doença é valido, mas confundir isso e minimizar a culpa não é lá muito inteligente. Se isso realmente acontecer, teremos um novo perfil de voto. Além da beleza, da cara de pau e do show, teremos um pleito baseado nos problemas pessoais.
Não tenho dúvida que alguns candidatos serão capazes até de viajar para o México, para quem sabe, entrar em contato com a gripe suína. E seria uma injustiça com a categoria animal, nivelalos ao mesmo patamar na hora da doença. Afinal, eles têm uma vida - de longe - mais digna que nossos representantes eleitos democraticamente pelo povo.
O futebol é a paixão nacional, isso todo mundo já sabe. Mas, além da pelada de quinta-feira, outros esportes podem apaixonar você e te deixar bem mais disposto. E garanto que serão bem mais lights do que uma aula de ballet.
Na minha infância, no auge dos meus 8 anos, comecei a fazer ballet clássico. Aquele sonho da mãe ver a filha bailarina, e que, acaba apaixonando a gente até hoje. Eram três aulas por semana, dureza, professora rígida formada tradicionalmente no Municipal, turma de Ana Botafogo. Além disso, com ela não tinha moleza. Se engordasse uma grama era esporro na certa! Se caísse da ponta, era porrada e claro, se não alongasse, ela literalmente pisava em você. Isso me rendeu umas complicações na coluna que me fizeram parar, depois de oito anos consecutivos, as aulas de ballet e jazz.
Em seguida, foram várias sessões de fisioterapia, umas voltas de cadeira de rodas e por fim, um intensivão de natação. Apesar do medo de mar, domino todas as modalidades.
A partir daí, a vida sedentária me dominou. Tentava uma academia aqui, outra ali, mas é simplesmente muito chato "malhar". Sem me lembrar muito que tenho mesmo a coluna torta, resolvi assumir isso de vez e voltar ao ballet. Voltei à mesma academia e me lembrei de tudo, inclusive do motivo de meus pés serem tão cheio de calos. Para quem não entende a engenhoca daquilo, é uma sapatilha dura, com a ponta feita em gesso. Seus pés são protegidos apenas por uma biqueira, que no meu tempo, eram feitas de espuma. Agora estão bem mais desenvolvidas. Tem até biqueira de silicone.
Saí de lá com a certeza que não queria mais nada de esportes. Resolvi aceitar meu lado sedentário que gritava. No quarteirão acima, encontro uma academia de Tae Kwon Do. Simplesmente entro. Por insistência do mestre, coloquei uma calça de moletom e fui treinar. Resultado: cinco anos treinando, apaixonada, com direito a alguns campeonatos. E acho que vale a pena experimentar. A ideia que temos de esportes baseados em artes marciais, é de muita porrada. E não é. Equilíbrio, força, concentração e disciplina é que fazem do Tae Kwon Do (caminho dos pés e das mãos) um ótimo esporte e acima de tudo, uma fonte preciosa para aprender técnicas de defesa pessoal.
Mas antes de sair colocando o dobô, veja se a academia tem um mestre capacitado e se ela se enquadra nas normas da Confederação Brasileira. Caso contrário, quando estiver chegando na faixa preta, vai descobrir que legalmente, nunca deixou de ser branca. Infelizmente, o Tae Kwon Do nunca chegará nem perto da exposição que tem o fotebol, o vôlei ou qualquer outro esporte mais brasileiro. Mas quem já fez, sabe que é uma paixão individual e que sempre estaremos na frente da TV, a qualquer hora, para ver um de nossos companheiros nas Olimpíadas, dando o sangue e lutando, literalmente, pra ainda sim, honrar a bandeira verde-amarela.
Jesus. Eu adoro começar a assistir o profissão repórter. Aquele programa com o Caco Barcellos, que os "focas" se inscrevem e começam a estagiar na Globo, com o fodão do jornalismo investigativo. Mas, com cinco minutos de programa, me vem a interrogação: é possível essas garotas ruins fazerem parte de um programa tão bacana?
No outro minuto vem a ficha caindo: claro, elas não são eleitas pelo profissionalismo, mas devem dar pra alguém. Seja o Caco, o Boninho, O Roberto Marinho - psicografia babe - ou seja lá quem for. O fato é, quando entra no site, são formadas pela melhor faculdade de comunicação, falam várias línguas, sabem se vestir, mas investigação que é bom, nada!
Será que dava pra elas olharem de baixo pra cima, por favor? É tudo tão impessoal que até a narração é amadora. A ideia é ser um programa da Globo ou um programa de amadores na Globo? O padrão Globo de Jornalismo não é aplicado no Profissão Repórter?
Elas têm um nariz empinado que não dá pra engolir por mais que a gente queira. Não dá sensação de realidade, não passa credibilidade, não causa emoção e incomoda assistir. Parece que tá faltando alguma coisa. Me sinto como um craque de futebol sentado no banco em final de Copa do Mundo. Impotência. Essa é a palavra certa. E o pior, tenho medo de imaginar que elas possam estar dando pra qualquer jornalista da Globo, ainda mais se esse "qualquer" for o meu velho mais lindo Chico Pinheiro!
O programa de hoje em especial é sobre redução de estômago, a cirurgia e tal. Ela é tão ruim que as pacientes todas ficaram mais gordas.
Vou, mesmo depois de tudo isso, fazer o vídeo pra participar da seleção do programa. Se não servir pro Profissão Repórter, posso enviar ao BBB 10. Ah, Biallllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
Não me preocupa mesmo a vida como cidadã. Já tem um tempo que descobri que vivemos em sua plenitude - e ápice - a democracia representativa. E não é que Brasília e todos os cargos públicos no Brasil, nossos políticos, são a representação mais genuína (?) do povo brasileiro? Num país onde Clô foi eleito representante do povo, não posso mais questionar ninguém. E o problema menor era Clô e sim, votar no Clô.
Não basta querer ser político. Para ser político é necessário ter algo a fazer, propostas pertinentes e no mínimo um pouco de responsabilidade. José Sarney foi presidente do Arena, Aliança Renovadora Nacional e o primeiro presidente da República da era democrática. Dá pra entender? MAs não para por aí não. Fernando Collor de Mello foi impeachmado e teve seus direitos cassados por oito anos. E depois? Eleito senador de Alagoas. Pergunto novamente: dá pra entender?
Como o povo tem coragem de reclamar dos políticos? Se você tivesse a oportunidade de sair impune de uma situação e ainda por cima, ter a chance de fazer de novo, não o faria? E pior, se essa oportunidade não dependesse de você, e sim de outras pessoas, não o faria? A coisa é tão absurda que chego a pensar que eles acreditam mesmo que estão certos. Se quem tem o poder de mantê-los longe, querem por perto, quem são eles para contrariar?
Não, não e não. Acho que o dia que os políticos forem maioria nesse país, teremos um Brasil mais justo. Pois eles sim sabem viver. Eles sabem aproveitar as oportunidades que a democracia representativa lhes assegura. Se quem pode mudar, não quer, me convençam que eles devem ter consciência. Infelizmente o que resta é acreditar que meu voto anulado poderá surtir efeito daqui 30 anos talvez, quando a democracia fizer bodas de ouro e todos os políticos - e povo - enterrarem de vez a ditadura com esse bando de maus profissionais que não conseguem enxergar um palmo a frente do nariz. Um pouquinho de responsabilidade é o princípio mínimo para quem decide ingressar na vida pública. Enquanto "carreira" de político servir única e exclusivamente para fazer fortuna e se basear em leis pós ditadura, continuo me abstendo e levantando bem cedo para votar. Votar nulo, é claro!
Há uns dois anos pelo menos eu era radicalmente contra qualquer assunto que dissesse que o homem deveria ser trocado pela máquina. Engano meu. Hoje, sou pró automação de qualquer área de atendimento. Prefiro mil vezes ouvir uma máquina mandando eu digitar qualquer número do menu a ouvir um jegue dizendo que vai estar fazendo. Quem disse que gerúndio dá credibilidade?
E não precisa ser pelo telefone não. Alguém já teve o prazer de precisar carregar o bilhete único? Sensação única de ver uma fila gigantesca com apenas uma atendente e cinco outras contando moeda. É de matar.
Por isso hoje eu sou super à favor das máquinas. Elas são simpáticas, estão sempre de uniforme, não chegam atrasadas e nunca respondem pra você. Se respondem, você chama o pessoal do help desk e nem precisa discutir. Acho que deveriam começar a substituir todos os serviços de atendimento por máquinas. Imagine. Você pode fazer uma fezinha na máquina caça níquel e de quebra colocar "dez real" no bilhete"?
Outra vantagem. A primordial talvez. Você não precisa olhar pra cara daquele ser humano cretino que odeia a vida e quer que você odeie também. Queria que até quem faz comida fosse uma máquina. Assim, o gosto do feijão seria todo dia igual, assim como McDonalds.
Revoltada eu? Sim e muito. E se meu desejo se realizar seria o momento oportuno de eu simplesmente dar um control + alt + del e desligar você também.
Para quem mora na zona leste, ou em um bairro mais caloroso como o meu, saberá o que eu passo todos os domingos.
Existem certas coisas que nos irritam.
- Pegar ônibus, mêtro, trem e lotação sempre lotados;
- Trânsito, muito trânsito. Seja na marginal, ou radial, você pode ter certeza, pegará transito;
- Enchentes
- Violência
- Lugares feios, e pior, sem opção de lazer e cultura
Existem coisas boas aqui também, mas é óbvio que não vim aqui para falar delas.
Não há nada mais irritante e insuportável do que a poluição sonora, principalmente aos domingos. Os tópicos citados acima são catástrofes geradas coletivamente, e simultaneamente. Tanto o que diz respeito ao cidadão, e ao governo. E isso justifica algumas coisas. Agora, o que não justifica é uma pessoa, que está na sua casa, querer dividir o seu repertório musical com a vizinhança inteira. Provavelmente é a mesma pessoa que ouve seu MP3 sem fone, no mêtro, ônibus e afins. Isso é o limite da falta de educação. Quando comecei a escrever o texto sobre a Renascer, o infeliz, estava ouvindo forró. No decorrer das horas, ele mudou de gênero musical pelo menos umas cinco vezes. Ultrapassando as gerações, passadas e futuras.
Começou com forró, depois Bob Marley, Cindy Lauper, flash house, eletrônico, axé, sertanojo, Edu Ribeiro e no momento escuta Duran Duran. Algum vereador, por favor, poderia lançar um projeto de lei que punisse essas pessoas? Tipo, o cidade limpa. Não prejudicaria nenhuma categoria trabalhista e eliminaria alguns pacientes na área de psicologia e fono. Aliás, o Kassab tentou implantar a lei para acabar com a poluição sonora das feiras. Eu não concordo, pois faz parte do folclore, mas ele poderia transferir a ideia para os moradores que ultrapassem os limites sonoros de suas casas.
Nova estratégia de marketing da igreja Renascer em Cristo
Depois da tragédia em 18 de janeiro de 2009, a igreja mais famosa do país, Renascer em Cristo, lança sua nova estratégia de marketing, para atrair a clientela jovem. Em uma de suas unidades espalhadas por São Paulo, em Alphaville, os jovens podem lutar vale-tudo com a benção do pastor Mazola, um nome já característico de lutador. E deu para perceber que são exigentes com o público alvo. Exploram a classe A e B, quer dizer, A+ e B+.
Estrategicamente, o ringue foi montado ao lado do altar, e as lutas acontecem todos os sábados, a 1h00 da madruga, na calada da noite. Afinal, não podem perder seus (outros) grandes conglomerados. Eles não são tão originais assim. Os pioneiros na estratégia de unir jovens a religião nasce com a igreja Bola de Neve. Eu mesma, confesso, que já fui uma vez quando estava em Santa Cataria, e tive a sorte de ser a mesma unidade que o cantor Rodolfo, ex-Raimundo (que amava) frequentava, e ele estava no dia, na minha frente, e cantou. A igreja garimpa os jovens do surf e reggea. Ok, tudo isso rima com maconha, mas é um ritmo mais da paz, natureza, e tal. Estratégia que deu super certo. Mas vale-tudo e cristianismo é tão contraditório, que me confundo só de (tentar) visualizar a cena.
Poderiam criar um time de futebol, por exemplo, dá até mais dinheiro. Imagina, o Kaká jogando pelo time Renascer Futebol Clube? Esse negócio teria tanto sucesso, que futuramente a federação de futebol montaria um campeonato para os evangélicos. Imaginem Renascer Futebol Clube X Universal Futebol Clube?
Sem falar que a torcida do Corinthians e Flamengo, correriam um grande risco em perder a liderança de maiores torcidas do Brasil.
'Bisca' Sônia, é uma boa dica para você. Invista em negócios futebolísticos. Dá mais dinheiro, e você sabe né ... Tem um campo livre de atividades. Sabe do que estou falando. Por fim, ironicamente, um amigo acaba de me passar um link, com uma notícia frequinha, sobre a instituição Renascer. " Integrante da igreja Renascer em Cristo mata músico dentro de templo", Último Segundo. Calmem, não foi de tanto porrada. O crime aconteceu em Recife. Conhecem aquele ditado "quanto eu mais rezo, mais assombração me aparece". Pois é, é bom os fiéis rezarem menos pelo visto.
Programa de futebol é pior que telejornal de tragédia
Nós mulheres, nunca vamos entender o universo futebolístico dos homens. Nem mesmo as que de uma certa forma, se simpatizam pelo esporte. Sim, porque uma coisa é jogar uma peladinha as quartas e aos sábados, outra bem diferente é injetar diariamente doses extras de futebol.
Rotina masculina
8h00 comprar o jornal "O Lance", e ler no caminho para o trabalho
8h30 ler mais algumas notícias na internet sobre a partida de domingo, de ontem, e de amanhã
12h00 Assistir aquele programa que fica um monte de homem gritando, e uma loira no meio. E nos intervalos Globo Esporte. E se der tempo, discutir os lances com os amigos do serviço.
18h00 Nada melhor no transido, do que ouvir o velho e bom programinha de .... FUTEBOL
20h00 Assistir jornal. Notícias do dia, tragédia, roubo, pedofelia ... e FUTEBOL
Com certeza existem muitas imbecilidades nas mulheres, que irritam qualquer homem. Mas temos a capacidade de nos concentrar em mais assuntos, além da unha e cabelo, por exemplo - me refiro a algumas mulheres, é claro. Alguém já assistiu os programas estilo mesa redonda? Tem um deles que passa religiosamente todos os dias na Band. Sim, todos os dias. E jogos, tem todos os dias? Não, claro que não. E mesmo se tivesse, os comentaristas não falariam deles, afinal, do que eles gostam mesmo é chupar até o caroço daquele lance. Aquele que o jogador caiu na grande área, e o juiz não marcou pênalti. Eles criticam, gritam, xingam o atacante, o zagueiro, o técnico, brigam entre si, e por fim, no próximo programa estão lá falando do mesmo lance, dos mesmo jogadores, dos mesmo zagueiros, do mesmo técnico, do mesmo tudo.
E depois da chegada do Ronaldo? Toda essa falta de pauta ficou ainda mais insuportável. Especulam se ele ainda esta gordo, se pode jogar os 90 minutos de partida, se o gol foi fácil, se o jogador tal é melhor que ele, se o Mano foi burro de ter colocado ele em tal partida, ao em vez da outra ...se....se....se..... E isso é em qualquer programa de 'esportebol', seja em televisão, rádio, web, jornal e boca a boca. Futebol é pior que caso Isabela Nardone, Eloá, e todos os casos de repercussão nacional já saturados. Para não falar que não gosto de futebol, quase chorei quando o Ronaldo fez o primeiro gol. A sensação foi de um gol na final da copa do mundo. E minha mãe acaba de me avisar que ele faz o segundo. Fico muito feliz, mas só de pensar no programa de amanhã.
PS: Você acha que os corintianos de casa vão assistir outra coisa a não ser 'esportebol'. Ou seja, me fudi.
O Paulo Maluf por acaso faz parte do clero? Eu nunca pensei que ele fosse da igreja católica. Achava que era só da corja de políticos. Se bem que a instituição é a mesma. O cumunicado oficial da CNBB em relação ao estupro da garota de nove anos foi o texto mais longo que eu li nos últimos anos. Longo e redundante. Eles falaram sobre o ocorrido e no final defenderam a vida. Ou seja: "excomungamos mesmo".
Então, eu me pergunto: se o estuprador tivesse abusado da enteada e depois a tivesse matado, tudo seria diferente? Porque a igreja condena sim a violência, a agressão, mas não perdoa "tirar a vida". Então para livrar o estuprador da culpa e da excomunhão, estupra, mas não mata. Assim, você é só um pouquinho ruim aos olhos de Deus, mas mau mesmo é quem matou. Então, Deus perdoa o estuprador. Deus perdoa quem construiu a avenida Brigadeiro Faria Lima. Deus perdoa os bispos que perdoam estupradores que só abusaram da enteada. Mas não mataram. Então, o Maluf sempre esteve certo aos olhos de Deus, e da igreja. Então precisamos aprender com ele. Estupra, mas não mata!